24.4.17

Janeiro

-  Ledusha

são paulo não é pequena
para os que se amam.
da janela, toda a lapa.

desembaraço o cabelo
formulo banalidades
são tantas luzes luzindo
no calor dessa cidade

a brisa recolhe as sombras
brinca em meus brincos dourados
tantos dias parecidos
e o verão, uma fatalidade.

na gargalhada da noite
meu coração que farfalha
saltimbanco lindo caduco
a soco a soco
moldado

lua que brinca no poste
céu de verão madrugada
a sombra que me acompanha
desvia minha alegria
pela colcha despenteada

pernilongos insolentes
pintam de humor a tragédia
por tanto tempo esperada
ledusha falsa demente
encontra-se apaixonada.

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